segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Para quem gosta de um bom filme

O Cine Arte de Concórdia está com preço especial no ingresso, apenas R$ 4,00(preço único) para todas as sessões da comédia romântica "Nem por cima do meu cadáver". Quem quiser aproveitar a promoção, o filme estará ainda em cartaz nos dias 04 e 05 de novembro.
Nem Por Cima do Meu Cadáver (Over Her Dead Body)
Elenco: Paul Rudd, Eva Longoria Parker, Lake Bell, Jason Biggs, Lindsay Sloane
Gênero: Comédia/Romance
Duração: 95 min.
Sinopse: Kate é uma noiva mandona e controladora que não deixa nada nem ninguém atrapalhar o dia do seu casamento. Isto é, até ela tornar-se vítima de sua própria tirania quando uma escultura de gelo que rejeitou cai sobre ela e a mata horas antes do casamento. Um ano se passa e Henri, seu amado noivo, ainda não prosseguiu com sua vida. A irmã de Henri decide tomar uma atitude e contrata Ashley, uma chef que faz bicos como médium, para fingir que Kate está entrando em contato com ela do além para encorajá-lo a namorar novamente. Quando Ashley se apaixona por Henri, a paixão por controle de Kate ressuscita e ela retorna, furiosa, com objetivo de deixar Ahsley – a única pessoa que realmente pode vê-la e ouvi-la – completamente louca e longe da vida de Henri.
*As sessões do Cine Arte acontecem sempre às 20h30min, na sextas, sábados, domingos, terças e quartas.

Projeto Palavras

Olá galera,

Se vocês estão afim de fazer alguma coisa bacana está semana, a nossa dica é o Projeto Palavras que apresenta Casimiro de Abreu, poesia e música. Dia 06 de novembro, às 20h30 no Café do Memorial - Memorial Atilio Fontana.



Quem foi Casimiro de Abreu?
Casimiro José Marques de Abreu, nasceu na Barra do São João, Rio de Janeiro; no dia 4 de Janeiro de 1839. Era filho do comerciante e fazendeiro português, José Joaquim Marques Abreu, e de Luisa Joaquina das Neves. Porém, o pai não morava com a mãe, e assim suspeitava-se de uma possível origem bastarda do poeta. O que seguramente lhe causava muito transtorno nos contatos sociais.
Recebeu apenas instrução primária no "Instituto Freeze", e passou praticamente toda a infância na fazenda do pai, em Correntezas. Em 1852, seguiu para o Rio de Janeiro e, cedendo as pressões paternas, iniciou a carreira de comerciante. No ano seguinte foi para Lisboa e iniciou a carreira literária. Escreveu várias obras neste período exaltando as belezas da terra natal. Com inocência e ternura infantil, compôs também Camões e o Jau, que em 1856 seria representado em teatro. Aos 17 anos participava ativamente na imprensa portuguesa. No mesmo ano, o jornal "O Progresso", publicou Carolina, e na revista "Ilustração Luso-Brasileira" foram publicados os primeiros capítulos de Camila, uma recriação de ficção de uma visita ao Minho, terra de seu pai.
Em 1857, voltou para o Rio de Janeiro. Freqüentava bailes carnavalescos e rodas literárias. Colaborou em A Marmota, O Espelho e outras publicações. Trabalhou também no "Correio Mercantil", ao lado de Machado de Assis e Manuel Antônio de Almeida. A Primavera foi publicada em 1859, e no ano seguinte, lamentou o falecimento de seu pai.
Casimiro de Abreu, tuberculoso aos 21 anos, recolhe-se em Nova Friburgo. Sem obter melhora, segue para a fazenda de Indaiaçu; onde faleceu em 18 de Outubro de 1860, seis meses depois de seu pai e três meses antes de completar vinte e dois anos.
Casimiro, colocado entre os poetas da segunda geração romântica, expressa, através de um estilo espontâneo, emoções simples e ingênuas; não se encontra em suas obras a paixão surda e carnal de Junqueira Freire; ou os desejos macerados de Álvares de Azevedo. É o patrono da Cadeira nº 6 da "Academia Brasileira de Letras", por escolha do fundador Teixeira de Melo.
Em As Primaveras, o poeta se envolve nos elementos preferidos de suas obras: a nostalgia da infância, o gosto da natureza, a religiosidade ingênua, o pressentimento da morte, a exaltação da juventude, a devoção pela pátria e a idealização da mulher amada. Assim, Casimiro de Abreu foi incluído como lírico-romântico. No poema Violeta, encontra-se o amor romântico segundo o qual devem ficar subentendidos os aspectos sensuais mais diretos. O meu livro negro, em toda a sua obra, é o único momento de amargura violenta e rebeldia mais acentuada; noutros, o drama surge menos compacto. O exagero no sentimentalismo e amor pela natureza, pela mãe e pela irmã, são encontrados nas obras deste poeta. As emoções se sucedem sem violência, envolvidas num misto de saudade e tristeza.
Suas obras foram Camões e o Jau, teatro (1856); Carolina, romance (1856); Camila, romance inacabado (1856); A virgem loura, Páginas do coração, prosa poética (1857); As primaveras (1859), foram reunidas na Obras de Casimiro de Abreu, edição comemorativa do centenário do poeta.
Fonte:http://www.spectrumgothic.com.br/literatura/autores/casimiro.htm